
…em que uma pessoa duvida que possa atingir algo a que propõe (inconscientemente). Em que acha que já não tem idade para alcançar determinados objectivos. Pior: ocasiões em que envolve outras pessoas nessas “loucuras” sem aferir previamente se tem capacidade real para as superar.
Reporto-me ao dia em que atravessámos os Pirinéus de bike sem estarmos prevenidos para as condições climatéricas adversas que habitualmente se fazem sentir na Montanha (sim, com M maiúsculo). A foto ilustra fielmente esse estado de espírito. Por um lado uma vontade enorme de prosseguir (e sentir o absurdo que seria regressar ao sopé da montanha ao ser confrontado com as primeiras contrariedades), por outro duvidar sucessivamente das minhas capacidades para vencer um obstáculo natural como este, sem a condição física ideal (depois de uma noite mal dormida no carro), mal equipado e particularmente sobrecarregado com objectos inúteis (fruto da inexperiência associada a uma primeira viagem desta natureza).
No fim de tudo a felicidade pelo feito alcançado, mas fundamentalmente pela etapa me ter relembrado que o ser humano motivado é capaz de proezas assinalavéis.
Afinal de contas todos os dias da viagem podiam ter sido assim.
Para trás ficariam quaisquer obstáculos e, ao chegar a Portugal, a “ingratidão” de quem ouve a história e pensa que “não deve ter sido bem assim”. :)
Vamos regressar para um segundo round, com roadbikes e sem a casa às costas.
I swear!